Cheirinho nada bom.

Final de Dezembro e é hora de fazer um balanço do ano de 2019, mas seria impossível fazê-lo sem colocar o futebol brasileiro de 2020 em perspectiva. Então comecemos pelo ano que está acabando.

A nova direção assume o clube já cometendo os mesmos erros que vemos ocorrer em todos os clubes brasileiros: Se satisfazer com a mediocridade do bom e velho “mais do mesmo”. A opção por Abel Braga foi a escolha mais fácil e também mais covarde, pois dava à diretoria uma blindagem caso tudo desse errado. Do outro lado tínhamos a magnética, cansada dessa postura covarde, gerando uma pressão insuportável ao Abel, que mesmo sendo campeão de tudo tomou a decisão, também covarde, de pedir demissão. O recado foi recebido pela diretoria e eles partiram para uma estratégia arriscada, encabeçada por Marcos Braz, de trazer jogadores para serem titulares e um técnico desconhecido. O resultado…  esse ano estou sendo zoado por não ter ganhado tudo, nos outros anos eu era zoado por não ganhar nada.

O ano acabou, batemos inúmeros recordes somente igualados ao Santos de Pelé! Tá, mas e daí? Isso não basta!

Trocar o Abel pelo JJ foi uma clara demonstração de falta de planejamento. O clube não tem um norte! A mesma diretoria traz dois perfis de treinador em menos de 6 meses. E sabe lá Zico quem eles irão trazer quando da saída do JJ – aqui é minha deixa para mudar o foco do Flamengo para o futebol brasileiro – Essa falta de norte, ou de personalidade dos clubes brasileiros, demonstra que ainda estamos longe para conseguir enfrentar um time europeu em uma final de mundial em condições de igualdade.

Faz mais de 2 décadas que não vamos a um mundial em condições de igualdade. Sul-americanos vão ao mundial para jogar por uma bola, e isso vem piorando a cada dia.

A vitória do Liverpool, para mim, é uma coisa assustadora. O melhor time do campeonato brasileiro na história da era dos pontos corridos está muito distante de um europeu. A imprensa biscoiteira reduz a derrota do Flamengo para o Liverpool em debater se “fez frente” ou não.

Aliás, como nossa imprensa é prejudicial ao futebol brasileiro, não colabora com nada de útil, vivem criando problemas onde não existe em uma tentativa desesperada de ganhar cliques lacradores. Por isso páginas como o Papo de Arquibancada existem, são as vozes honestas de quem ama o futebol.

2020… vai ser difícil. Seria burrice minha querer que os times do Rio se afundem, que os paulistas definhem… só quem perde é o Flamengo. Resultados como 5×0 no Grêmio ou 6×1 no agregado contra o Palmeiras (cito estes 2 clubes por serem considerados os mais fortes) são prejudiciais, não nos fortalece.

A queda do Cruzeiro e os resultados financeiros negativos dos grandes clubes (inclusive o Flamengo aumentou sua dívida) já é um presságio que teremos um 2020 de pouco investimento no futebol. Vemos alguns clubes tentando mudanças com novos “nortes” (Inter, Santos, Corinthians, …) e outros que ainda acreditam na velha forma de gerir futebol baseada em técnicos medalhões. Não dá pra saber quem está certo, só espero que o futebol brasileiro saia desse ciclo de mediocridade e passe ao protagonismo, ao menos da América do Sul.

Precisamos de um brasileiro forte para que dele saia um campeão forte que possa enfrentar de igual qualquer time do mundo.

Saudaçoes Rubro-Negras

Chico Neto

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Francisco Neto

Sou daqueles rubro-negros de berço que metade do meu armario é composto por camisas do Flamengo. Flamenguista típico, off-rio, nascido em Manaus em maio de 78, criado em BH educado em Guaratinguetá e formado em Brasilia. Casado com Aline desde 2003, outra rubro-negra que segundo conta seu pai “gol do Zico” foram suas primeiras palavras. Desde 2015 fui adotado por Bono, um Jack Russell que fica boladaço quando tem jogo do Flamengo. Adoro viajar e respiro futebol. Agradeço a Zico por fazer parte do PDA desde 2019 e poder compartilhar minha visão do futebol de uma forma descontraída.

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