O maior de todos os tempos, Palmeiras 93/94

Pra quem não viveu entre os anos de 1993/94 não sabe o que ver uma verdadeira seleção em campo representada por um clube de futebol. Posso até arriscar em dizer que se não fosse o time do Palmeiras de 93/94 não poderíamos ter sido treta campeão em uma copa do mundo.

O esquadrão verde, como era conhecido este time do Palmeiras, era comandado pelo Professor Luxa e tinha como time base no ano de 1993 o Sérgio, Mazinho, Antônio Carlos, Tonhão/Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Zinho e Daniel Frasson; Edilson, Edmundo e Evair.

Esse time quebrou um jejum de título nacional que já duravam 20 anos. Na época a disputa era realizada no formato mata-mata. O Verdão fez a final contra o Vitória da Bahia. No primeiro jogo na Bahia o Palmeiras ganhou por 1 x 0 gol do Edilson Capetinha. No segundo jogo em São Paulo, os gols ficaram por conta da dupla matadora, Evair e Edmundo ganhando por 2 x 0. Pense em uma saudade que dá em pensar que antes o Palmeiras tinha atacante. Hoje, sofremos por falta deles.

Além deste título o palmeirense ainda comemorou naquele ano os títulos do campeonato Paulista e o torneio Rio-São Paulo em cima do Corinthians.

Já a base para o time de 1994 contava com Veloso, Cláudio, Antônio Carlos, Cléber e Wagner; César Sampaio, Zinho e Flavio Conceição; Rivaldo, Edmundo e Evair. O Palmeiras seria bicampeão brasileiro em cima do seu maior rival, o Corinthians. Onde no primeiro jogo foi 3 x 1 para o Verdão, Rivaldo marcou duas vezes e Evair um. No segundo jogo empate em 1 x 1 e mais uma vez, Rivaldo fez dele.

Quais foram os quesitos que fizeram do Palmeiras 93/94 ter tanto sucesso assim?

Alguns pontos precisam ser levados em consideração. 

Primeiro. O patrocinador máster. Era a famosa era Parmalat no Palmeiras. Onde o patrocinador investiu muito no clube para formar um time campão.

Segundo. A diretoria do Palmeiras na época soube utilizar bem o dinheiro investido do patrocinador e trouxe a nata do futebol brasileiro para o clube.

Terceiro. Luxemburgo estava em seu melhor momento como treinador. Montou um time campeão. O Palmeiras era leve, tinha jogadores talentosos e habilidosos. Ataque entrosado, meio campo com talento e garra. A defesa fazia jus ao hino, “defesa que ninguém passa”, era sólida, com laterais que apoiavam o ataque e voltavam firme na marcação.

Dois anos de puro talento e magia desta equipe. Três títulos conquistados em cima do maior rival e em duas ocasiões, goleando o Corinthians.

Lembro-me que o primeiro jogo que assisti do Palmeiras quando criança foi à final do Paulista de 1993. Fiquei alucinado pela aquela camisa listradas em verde e branco. Fiquei pasto ao ver toques rápidos, dribles curtos, lançamentos espetaculares durante o jogo e decidir ser palmeirense naquele dia.

Apesar de termos hoje um patrocinador máster à altura do time, apesar do Palmeiras ter ajustado suas finanças após quase cair em 2014, pesar de dos últimos 4 anos o time alviverde ter conquistado três títulos nacionais e disputado bem todos os campeonatos em que participa, não consegue chegar ao estilo de jogo que tinha o Palmeiras de 93/94.

Lembranças de um tempo mágico.

E torço para que o ano que vem, a diretoria cogite a possibilidade de pensar em time campeão, forma novamente a nata do futebol brasileiro e quem sabe, a Seleção Brasileira possa ser campeão do mundo novamente como foi em 94 e 2002 onde contou com os palmeirenses Zinho, Mazinho, Rivaldo, Roberto Carlos, Edilson, entre outros.

Um abraço,
Benigno Nascimento 

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Benigno Nascimento

Paraibano arretado, casado com Kelly Nascimento, pai da princesa Layse e do herói Mosias. Torcedor do Palmeiras e do Belo da Paraíba. Jogador de Play2 e que só joga a Master Liga com os piores times. Gosto de escrever sobre o futebol pois sou apaixonado por este este esporte

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