O que devemos mudar para o Galo em 2020?

“Os que estão protestando gritarão meu nome quando formos campeões.” Esse foi o devaneio dito por Sette Camara, atual Presidente do Galo. Iniciar o texto dizendo que o omisso presidente deveria renunciar e abrir espaço para um conselho democrático é chover no molhado. Mas como acredito que isso não acontecerá, minha ideia nesse texto é propor como o Galo deveria olhar para 2020. 

O discurso do Presidente e de seu incompetentíssimo grupo diretor de futebol é o da austeridade, rejuvenescimento e planejamento de longo prazo. E eu como torcedor tão fanático como você leitor é, sinto-me muito preocupado. Falamos de austeridade financeira, mas acumulamos dívidas exponencialmente. A economia burra se dá ao dispensar e economizar nos altos salários, mas pagar salários de jogadores que não agregam, tais como Bolt, Patric, Vina, Geuvanio, Terans… A lista é gigante. Estamos também sangrando nossos cofres com os longos contratos de 5 anos feitos pelo antigo diretor de futebol e as contratações mal planejadas de Rui Costa no mercado Sul Americano. O problema do Galo nunca foi dinheiro, mas a forma esdrúxula em que investe seus recursos. 

Se o objetivo é o planejamento de longo prazo, imaginamos oportunidades dadas aos talentos criados nas categorias de base. Ou então para a reformulação feita no sub-20 com a chegada de inúmeros atletas por empréstimo para avaliação. Mas ao invés de valorizarmos nossas crias damos oportunidades a jovens jogadores de outros clubes, satisfazendo-se apenas em servir de vitrine para Papagaio, Leandrinho, etc. 

E por último, mas não menos importante, a ideia de rejuvenescimento do elenco. Se a reclamação de 2018 era um elenco lento e envelhecido, qual a razão lógica para renovações antecipadas de contratos de jogadores com 39 anos, Ricardo Oliveira e Leonardo Silva. Ah, mas tem gente que afirma “O Léo Silva faz gol todo jogo e é nosso melhor zagueiro. Mito.” Mas o que ninguém entende é a relação custo beneficio de seu alto salário x performance. O nosso zagueiro artilheiro hoje é uma caricatura, lento e amarelado todo jogo. Sua manutenção incha ainda mais nossa filha salarial. Também tiveram contratos renovados Victor, Fábio Santos e Patric. Todos acima dos 33 anos.

E juntando o ápice do péssimo planejamento do Galo está a efetivação e manutenção do estagiário Rodrigo Santana por tantas rodadas que nos minou qualquer possibilidade de reação no Brasileirão e uma possível final da Sul-americana. Que ele é inteligente, estudioso e com potencial, todos viram. Assim como está claro que sua capacidade atual não condiz com um clube da nossa grandeza. Tenho um sentimento que futuramente será um excelente treinador, mas hoje, está longe de ser quem deveria. Infelizmente queimou etapas e serviu apenas como um fantoche do desaparecido Sette Câmara, que até hoje não aprendeu que o barato pode sair muito caro. 

Ok, bacana ler esse texto crítico e não ter soluções. Vou listar o que faria se caso estivesse no comando do Galo. Fique à vontade nos comentários para discordar e debater. 

Passo 1: definição imediata do treinador para 2020. Mancini entregará o feijão com arroz que será uma permanência na série A e uma provável classificação à Sul-americana. Em hipótese alguma sua manutenção para o próximo ano deve ser cogitada. Precisamos urgentemente antecipar e nesse caso já acertaria em novembro com o novo treinador para assumir em janeiro, mas que já executasse o planejamento imediatamente. Dispensas, carências, renovações, etc. Cuca seria o nome mais confortável, mas não meu favorito. Quer ousar? Sabella, Tata Martino, Pekerman, Gareca. 

Passo 2: revisão da politica de austeridade. Jogadores caros trazem retorno em venda de camisas, bilheteria, performance em campo, mídia, patrocínios, etc. Investir corretamente faz parte dessa etapa. Pagamos caro por Pratto, mas ele trouxe retorno em campo e financeiro. Negociações desse porte só acontecem com ajuda de investidores, e investidores só apostam seu dinheiro em times com potencial de competir. Quando foi a ultima vez que investimos pesado num grande meia? Volante titular? Esse é o ponto. Inchamos nosso elenco com jogadores que não chegam para serem titulares, mas para provar valor. Austeridade é bom só até a página 2.

Passo 3: o maior patrimônio do Galo é a torcida. O Galo é do povo e não esse feudo que se instalou. Tudo é feito as escuras. Se dirigisse o clube, implementaria o padrão de transparência dos clubes portugueses. Assim evitamos crises criadas pela imprensa e o disse me disse.

Bom, encerro esse texto sonhando com dias melhores. Mas sonhando de olhos abertos, pois se bobear é capaz de acordar em 2020 com Vagner Mancini como técnico e já pensando qual será o estagiário efetivado em junho. 

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