O dia do arremesso.

Por Xico Neto.

Uma das tradições mais antigas deste planeta que se perdeu em algum ponto de nossa história é o “o dia do arremesso”. Uma tradição da era Mesozóica que era responsável por manter o equilíbrio da sociedade jurássica.

No último final de semana, vimos o técnico Abel Braga ser arremessado no poço de piche em pleno Maracanã. Mas será mesmo que técnicos jurássicos, como o querido Abelão, estão fadados ao poço de piche?

O futebol brasileiro vive um grande dilema nos dias de hoje: O que fazer com os treinadores jurássicos que insistem no futebol (ao meu ver arcaico) praticado no Brasil nos últimos 20 anos e repudiam os novos conceitos táticos praticado pelo o que chamamos de futebol moderno?

Alguns jurássicos alegam que este futebol moderno não pode ser implementado no Brasil e que eles fazem o que podem com o material humano que possuem, inclusive se irritam com a vinda de técnicos estrangeiros, comemorando seus fracassos com uma pitada de “eu avisei”.

Fato é que este movimento do futebol em direção à modernidade é mais forte que a bateção de pé dos dinossauros. A torcida fala de cobertura e espaçamento entre linhas. A torcida não tolera “preferidos”, ela quer saber quem está jogando melhor. A torcida vê futebol inglês no final de semana pela manhã e sofre vendo um “bando” correndo atrás da bola de tarde. E a lista segue…

Mas voltando aos jurássicos… O que os resta? O poço de piche? Eu acredito que não. Jovens treinadores como Fernando Diniz, e mesmo o Barbiere, são versados em tudo o que há de mais moderno, talvez possam até recitar trechos do livro to Guardiola (estou lendo o último dele… bem bacana), porém não tem estofo para segurar um vestiário. Na minha humilde opinião, Abelão, Felipão, Luxa, … seriam ótimos “gestores de vestiário”, deixando a organização dos times para os mais novos com ideias contemporâneas.

Acredito que eu faria com o Abel o mesmo que o revolucionário Sr. Dino da Silva Sauro fez com sua sogra, D. Zilda, eu me recusaria a empurrar o Abel no poço de piche, eu tentaria encaixar o treinador em outro cargo. A dúvida é se ele aceitaria, pois o treinador é convicto de que o que faz é o melhor futebol para aquele grupo de jogadores.


Xico Neto.

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Fernando Michelutti

São Paulino desde 30 de maio de 1982 - O São Paulo Futebol Clube foi, e continua sendo, sua primeira paixão na vida. É fanático por futebol e se deixar assiste até a 6° divisão do campeonato inglês naquele sábado chuvoso com direito a mesa redonda e replay dos gols. Tem como hobby colecionar camisas de clubes nacionais e internacionais, além de visitar estádios e sedes de clubes sempre que esta viajando ao redor do globo. É casado com a Santa Raquel - que nunca foi enganada sobre seu primeiro amor. Também é pai da Duda, do Dani e do Pedro - uma nova geração de são paulinos que vem forte rumo ao Hepta. Agora, junto com grandes amigos, também é blogueiro aqui no papo de arquibancada!

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