Os Paradoxos de Abel!

Por Xico Neto.

Segundo dicionário, paradoxo pode ser definido como um pensamento, proposição ou argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano, ou desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria. Pois bem, Abel Braga propõe à Nação alguns paradoxos intrigantes que vem asombrando aos 40 milhões de técnicos ao redor do mundo.

O primeiro dele é o “Paradoxo da reposição de bola”. Esse é daqueles paradoxos que fritaria a cabeça do filosofo grego Zenão. O paradoxo se resume no seguinte: “por que nas cobranças de lateral o Renê e o Pará lançam a bola na área e nas cobranças de escanteio o Everton Ribeiro e Arrascaeta tocam curto um pro outro???”

O que intriga a toda a magnética é de onde o Abel Braga tirou que um lateral batido na área é mais eficiente do que um escanteio na área? E de onde o Abel acredita que vale mais a pena ter os dois jogadores mais técnicos isolados do lado do campo, do que ter um deles na cabeça de área para pegar um rebote e chutar ao gol ou rearmar o ataque? Esse paradoxo vem me matando por dentro, pois não consigo encontrar racionalidade nesta decisão tática. Eu não me lembro de gols criados a partir de lançamentos de cobrança de lateral na area, mas lembro do gol do Rondinelli em 78 (não era nascido, mas meu saudoso pai me deu uma educação exemplar me ensinando tudo sobre a Divindade maior e seus Apóstolos), também me lembro do gol do Angelin “Magro de Aço” em 2009 que fez escorrer suor dos meus olhos.

A irracionalidade desse paradoxo, esse ódio que eu tenho ao ver cada lateral batido na area ou escanteio cobrado curto só faz afirmar que o paradoxo é bom, pois ao olhar de qualquer leigo essa tática é a coisa mais esdruxula e ridícula que um treinador ultrapassado e que não respeita a história do clube que defente pode cometer.

Outros paradoxos de Abel também existem como o “Paradoxo do Equilibio”, mas isso fica para um próximo post.

SRN,

Xico Neto.

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Fernando Michelutti

São Paulino desde 30 de maio de 1982 - O São Paulo Futebol Clube foi, e continua sendo, sua primeira paixão na vida. É fanático por futebol e se deixar assiste até a 6° divisão do campeonato inglês naquele sábado chuvoso com direito a mesa redonda e replay dos gols. Tem como hobby colecionar camisas de clubes nacionais e internacionais, além de visitar estádios e sedes de clubes sempre que esta viajando ao redor do globo. É casado com a Santa Raquel - que nunca foi enganada sobre seu primeiro amor. Também é pai da Duda, do Dani e do Pedro - uma nova geração de são paulinos que vem forte rumo ao Hepta. Agora, junto com grandes amigos, também é blogueiro aqui no papo de arquibancada!

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