Réver e Rabello, as novas torres gêmeas alvinegras.

Réver, o Capitão América Alvinegro, deixou o Galo em 2014. Desde sua saída, vimos Jemerson e Bremer despontarem das categorias de base, renderem altas cifras ao clube e rapidamente deixarem saudades. Sofremos com sistemas defensivos tão bizarros no período, que é difícil acreditar que não havia uma cegueira coletiva na gestão do futebol do Galo com as contratações de Ronaldo Conceição, Felipe Santana, Juninho e Edcarlos.

Continuamente renovamos contrato com Leonardo Silva, que apesar da nossa gratidão eterna, deixou de jogar em alto nível há algumas temporadas. Em 2016, conseguimos a proeza de jogar uma final de Copa do Brasil contra o Grêmio tendo Erazo e Gabriel na zaga, enfrentando Luan e Pedro Rocha.

Já em 2018, o famoso ano da “austeridade” fake, o alvo era num jovem zagueiro com potencial de revenda. Miraram no argentino German Conti que joga atualmente no Benfica e acertaram em Maidana, que ninguém sabe quanto custou. E trouxeram Martin Rea, zagueiro uruguaio que nunca jogou e que se eu trombar andando pelo shopping e alguém me disser “olha la o zagueiro do Galo”, eu não saberia nem reconhecê-lo.

Felizmente, parece que a Branca de Neve que jazia adormecida com o Sette Camara acordou do sono profundo e finalmente ouviu aquilo que as arquibancadas vinham reclamando há 5 anos: precisamos de zagueiros!

Réver retorna ao Galo com a liderança que o acompanhou durante toda carreira. Volta com respaldo pra orientar um time que quase não tem mais raízes de 2013, mas oxigenou-se para uma nova geração. Estamos acostumados com jogadores questionados no Flamengo e que retornam em grande estilo ao futebol desfilando pelo Galo, seja Obina, Tardelli ou Ronaldinho. Réver chega, veste a braçadeira de capitão e ainda joga em alto nível por alguns anos. Enquanto o torcedor rubro negro inunda as redes sociais agradecendo a saída de Réver, sofre de ingratidão coletiva pelo zagueiro vencedor da Bola de Prata em 2016 como melhor zagueiro do Brasileirao e titular em 2017 e 2018 na zaga carioca que esteve entre as 3 menos vazadas do Brasil.

Para aqueles que desconfiam da idade do Capitão América, ter 34 anos no nível de profissionalismo que o futebol atingiu hoje, não é nada exagerado. E só como curiosidade, Leonardo Silva tinha 34 anos ao marcar o gol decisivo da final da Libertadores em 2013. E 35 ao levantar a taça da Copa do Brasil naquela série de viradas improváveis.

Mas era evidente que para atuar ao lado de Réver, precisávamos de um zagueiro ágil, certeiro e que também chegasse para vestir a camisa 4 e sair jogando. Foi uma longa novela com inúmeros capítulos até que Igor Rabello finalmente fosse promovido a General em BH, deixando muita saudade nos torcedores do Botafogo. Com a corda no pescoço para quitar salários atrasados, comprar 70% de Rabello por 13 milhões é uma verdadeira pechincha. Apenas como comparação, o Flamengo pagou 22 milhões por apenas 45% de Rodrigo Caio, ex-SP.

Rabello é um jogador extremamente técnico, possuindo números entre os melhores zagueiros do Brasil, liderando em rebatidas, jogadas aéreas e interceptações de chutes. Com apenas 23 anos e muito desejo de explodir na carreira, Rabello vai encontrar em BH o cenário perfeito para sua evolução. Acredito hoje, que compramos um zagueiro pronto, tecnicamente no Brasil entre os top 5.

No papel, teremos novamente as torres gêmeas, tendo Rever 1,92 e Igor Rabello 1,91. No mundo das analises subjetivas, são jogadores que se completam e que nos colocam entre as grandes zagas do Brasil.

PS. O Zagueiro Gabriel foi envolvido na negociação com o Botafogo, e apesar de não vê-lo como o zagueiro ideal ao Galo, acredito no potencial para evoluir no Rio e nos render uma grana futura. No fim, negociação costurada perfeitamente!

 

 

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