Jardine e os novos ventos no Morumbi…

Crédito Foto: www.gazetaesportiva.com/

O técnico Diego Aguirre foi demitido do comando do São Paulo (e há quem diga que finalmente) independente do que houve, de quem causou, se foi o Nene ou não ou etc. Viemos pra falar do outro ponto, André Jardine. Todos nós sabemos que não teve tempo de treino, que ele ainda não foi efetivado ou etc. Mas é inegável que o São Paulo é um time completamente diferente do que era nas mãos do uruguaio.

Nas entrevistas do interino, disse que seu jogo é propositivo e não, reativo. E é verdade, se você acompanhar os jogos da base, o tricolor foi super vencedor com ele e todos os times que passaram pelas mãos dele, não só venceram quanto jogaram bem. O ponto forte sempre atacar, tanto que, se você tirar o Eder Militão e o Rodrigo Caio, todos os jogadores que deram certo vindo de Cotia, foram atacantes. Entre eles: David Neres, Lucas Moura e Luiz Araújo.

Pela bagunça que é o nosso calendário, não há tempo de treinar ou recuperar os jogadores, pouco se dá pra ver de mudanças, mas se tu olhar atentamente, já se tem novos ventos por lá. Seguindo na linha do time propositivo, ter a posse de bola é fundamental e é por isso, que o tricolor já controla melhor a bola. Os jogos com o Aguirre, o time tinha uma média de 50,76% de posse por jogo, nesses dois jogos sobre o comando de Jardine, a posse subiu para 60,82% de posse.

E a fim de ter o jogo apoiado, também mudou o posicionamento dos laterais. Ao invés de ter os dois alargando o campo, Bruno Peres fica para trabalhar por dentro, Reinaldo tem liberdade para atacar. Tem também o fato de o time cruzar menos bolas e isso se dá também, pelo lateral-esquerdo buscar mais o jogo por dentro do que indo ao fundo pra jogar bola aérea as cegas.

Também está na defesa, ao invés de ligações diretas, o passe mais curto. E, hoje, o futebol pede zagueiros que saiam com a bola para ter o primeiro passe e não ter jogadores de frente venham buscar a bola, por isso, Arboleda e Bruno Alves tiveram muito mais liberdade e são preponderantes para a saída de bola do time tricolor.

O principal, está com certeza na base (aliás, o PDA fez críticas ao não uso da base no time principal) e após Lucas Fernandes e Paulinho Bóia serem emprestados ao Portimonense por falta de espaço, jogadores como Shaylon, Anthony, Helinho, Araruna e Igor Gomes terão muito mais espaço no time principal. O meia Shaylon, é verdade que ainda não mostrou ao que veio, mas todos sabem da qualidade dele (ele foi melhor que o Nene em números nos dois jogos) sem contar no Brenner que é a maior promessa, já tem tido seus espaços.

Nem tudo são flores, o fato do time ter Hudson e Jucilei como volantes, um irá sobrar. Com o aumento de ritmo do time, os dois não irão aguentar e por isso Liziero tem entrado e quem foi sacado fora o Hudson. Entre os dois, me agrada mais o Hudson, mas sabemos que o Jucilei marca mais e tem uma saída de bola melhor.

Enfim, é muito cedo. Foram dois jogos e apenas duas semanas de treino mas já é possível prospectar melhoras e mesmo sem saber se ele ficará no ano que vem, já se tem um time diferente. Espero que fique, a mescla de experiência com juventude é muitas vezes o segredo para um time campeão. E apesar dos trocentos técnicos que já se passaram pelo tricolor do Morumbi, na minha opinião,  André Jardine é o técnico ideal para São Paulo.

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