Felipão: o eterno!

Quando comecei a me entender por torcedor, Felipão fazia do Palmeiras ainda maior. No final da década de 90, com o super time da Parmalat, ganhamos pela primeira vez a Copa do Brasil (em vitória épica sobre o Cruzeiro em 98), a Mercosul (atual Sul Americana) e a Libertadores em 99. Me recordo que, quando Felipão nos deixou em 2000 rumo ao Cruzeiro, senti um vazio enorme. O Palmeiras jamais seria o mesmo, pensava eu.

Em 2002, comemorei com ele e por ele a conquista da inesperada Copa do Mundo. Inesperada pelo sufoco que o Brasil passou nas eliminatórias, com Vanderlei Luxemburgo, Candinho, Leão e por último Felipão.

Quando assumiu a seleção de Portugal, acompanhava os jogos e a história. Lamentei a perda da Eurocopa para a Grécia em 04. Acompanhei com esperança a campanha de Portugal na Copa de 2006. Por falar em Copa do Mundo, Felipão detém o recorde de vitórias seguidas em Copas do Mundo, com 11 triunfos. 7 vitórias pelo Brasil em 2002 e 4 vitórias por Portugal em 2006. Tem um recorde ruim em Copas do Mundo, a maior derrota de um anfitrião em Copas do Mundo, 7 a 1 para a Alemanha.

Ao sair de Portugal, vi com alegria sua contratação e com perplexidade sua demissão do Chelsea. Nitidamente boicotado pelos líderes do elenco, o estilo Felipão não resistiu na fria Inglaterra, apesar dos quase 70% de aproveitamento de pontos.

Ganhou títulos no Uzbequistão e, após comentar a Copa do Mundo de 2010, foi anunciado como comandante do Palmeiras. O momento era outro. Não tinha mais Parmalat. Tinha a política BBB, com alguns jogadores mais caros, como Kleber e Valdivia. Lembro-me até hoje da matéria de capa do Lance!, com um frase do Felipão: “Seremos felizes novamente!”. Não deu muito certo. Ganhamos a segunda Copa do Brasil, a segunda com Felipão.

Ele saiu em 2012, em meio à campanha que culminou com o segundo rebaixamento do Palmeiras. Logo assumiu a Seleção Brasileira.

Ganhou de forma inconteste a Copa das Confederações em 2013. Deu um baile na Espanha. Na Copa do Mundo de 2014, o que todo o mundo se lembra.

(Felipão é recebido por torcedores na China / foto: China Daily Europe)

Voltou ao Grêmio, em época de vacas magras. Foi para a China, e ganhou tudo por lá.

Em Julho deste ano, foi anunciado como novo treinador do Palmeiras. Não podia ter ficado mais feliz. Sou fã do Felipão. Meu filho Arthur só não se chama Felipe porque a minha esposa corinthiana, Camila, não deixou. Fui ao aeroporto de Guarulhos recebê-lo, não o encontrei. Tenho o sonho de um dia conhecê-lo, abraçá-lo, tirar uma foto com ele e dizer um “muito obrigado por tudo”.

Para mim, Felipão é o maior técnico da história do Brasil. Aos 70 anos, está prestes a ganhar mais um Campeonato Brasileiro, por pontos corridos, disputando metade do campeonato com o time considerado reserva.

(A foto que tirei durante a coletiva do Felipão no pós-jogo contra o Santos)

No jogo do Palmeiras contra o Santos, vitória por 3 a 2, realizei parte do meu sonho. Convidado pela Alle TV para comentar o jogo dos camarotes da emissora no Allianz Parque, pude assistir à coletiva pós-jogo do Felipão. Que alegria senti por vê-lo ali, tão perto.

Felipão, sucesso em sua carreira! Parabéns por tudo! E boa sorte nessa reta final de campeonato. Você merece.

Saudações Alviverdes!

Comentários do Facebook

Rafael Sugiyama

Palmeirense fanático, analista de sistemas, casado com a mulher mais bonita do mundo, Camila, e pai do Arthur, da Giovanna, da Laura e da Maya, nossa golden. Amante de futebol, irrito muito a esposa com os jogos da série C ou da Copa Verde que gosto de assistir. Gosto de números e escrevo sobre tudo.

Deixe uma resposta