Levir Culpi, o retorno. Parte V: O que esperar do “novo” treinador alvinegro?

Em sua despedida do Galo em 2015, Levir Culpi emocionou-se naquela que acreditava ser sua última passagem pelo Alvinegro: “Estamos encerrando um ciclo. Só tenho palavras de agradecimento. Não posso lamentar a minha saída. Preciso curtir com vocês os bons momentos que nós tivemos. No fundo, no fundo, eu gostaria que vocês [da imprensa] falassem que… Eu sou um cara legal. É isso”

Levir vinha dos títulos da Recopa e Copa do Brasil em 2014 e Mineiro 2015. No Brasileirão, conseguiu carregar um time mediano na disputa pelo título até o segundo terço do campeonato, mas desgastou-se com diretoria e torcida com uma defesa extremamente mal treinada e goleadas sofridas enquanto ainda lutava com o Corinthians pelo título.

Desde sua saída em 2015, instabilidade foi a palavra chave entre os técnicos que aqui trabalharam. Aguirre e Roger Machado vieram como os baluartes do futebol moderno e com a missão de montarem sistemas defensivos que funcionassem. Ambos falharam. Marcelo de Oliveira e Oswaldo de Oliveira ambos vieram como apagadores de incêndio em temporadas em andamento. E Micale e Thiago Larghi, bom esses foram invenções de péssimo gosto de Presidentes mal assessorados por seus respectivos Diretores de Futebol, André Figueiredo e Alexandre Gallo respectivamente.

Após 3 anos de despedida, o Galo não é mais o mesmo. Remanescentes do grupo vencedor comandado por Levir, estão Victor, Leonardo Silva e Luan. Em sua entrevista coletiva ontem, o treinador afirmou não conhecer o elenco e confirmou não estar acompanhando jogos do Galo. Mas para o momento, o ideal é ter o treinador para o inicio do planejamento 2019 e tentar salvar a vaga na Libertadores nesse resto de Brasileirão. Para essa reta final, o Levir “Old School” motivador serve. Se conseguir levantar o moral do time e ajustar o básico, consegue assim segurar a vaga para a Pré-Libertadores.

Para 2019, o desafio será diferente. Reformular (mais uma vez) um elenco desequilibrado. Alguns muito jovens e inexperientes, outros medalhões em fim de carreira. Encontrar o balanço na reestruturação do elenco será a chave. Levir costuma trabalhar na meritocracia e não se incomoda em barrar medalhões. Foi assim com Ronaldinho e Tardelli recentemente e com Ramon Menezes e Cicinho no passado.

Taticamente, difícil acreditar que Levir evoluiu nesse período. Fez trabalhos ruins em Fluminense, Santos e novamente no Japão. No Galo, a esperança é que seja o homem capaz de retornar o Galo Doido. Sentimos saudade dessa época, mas entendemos que os tempos e as peças do elenco são outras.

Todos concordamos que Levir é um cara legal. Basta saber se sofreremos nessa nova passagem. Uma coisa é fato, conforme o próprio treinador afirmou: “Preparem os remédios para o coração. Vai ter emoção.”

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