O começo de um possível fim para o São Paulo.

Foto Crédito: globoplay.globo.com

O São Paulo deixou pontos para trás pela segunda rodada seguida,  e logo em uma que não poderia deixar. No Engenhão contra o limitado time do Botafogo e assim como foi contra o América MG, perdeu por que não querer jogo. Lembra daquela frase: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”? Então, não há frase melhor do que essa para de definir o time do São Paulo.

Calma, o mesmo que escreveu que o São Paulo estava de volta, já está dizendo de fim pro time? É o seguinte,  se tem uma coisa que nós do PDA era até quando ia o tricolor, ao contrário de muitos por aí que se encheram de hipérboles para falar que “já era campeão”, sempre mantivemos uma postura mais cautelosa e já escrevemos sobre isso. Não por secar, mas por entender todos os lados deste prisma.

O elenco do São Paulo tá tão fechado, mais tão fechado que o Aguirre se vê cego a qualquer mudança. O Edimar que falhou o jogo inteiro e não subiu uma vez se quer, jogou para o Reinaldo ir adiante. Essa escolha torna a questão que todo ano tem: “E os meninos de cotia?” SIM! Cotia tem que ser citada pois não é possível que não tenha um jogador de lado de campo. O Helinho subiu recentemente, o Caíque voltou pra base e o Brenner… O caso do Brenner é o mais bizarro, todo mundo quer ele, ele joga em seleções acima da sua idade mas no time, é reserva do Edimar.

O elenco do São Paulo é enxuto, é. Mas se tem algo a destacar é que qualquer um entra e vai muito bem, e isso deveria significar algo, mas não significa. O Aguirre morre com uma substituição e time morre com o Diego Souza também. O time precisando ganhar o jogo, tira o Nene para colocar o Rodrigo Caio….

Se você olhar o que foi jogo, os inúmeros cruzamentos, o time nervoso e sem conseguir por a bola no chão, fazer um ataque com Trellez e Gonzalo era o ideal, não fez. Só o uruguaio entrou (e correu mais que o Diego Souza o jogo todo) e o time que só sabia cruzar, passou a ter bola no chão e o show de horrores do 1° tempo ficou no vestiário. Tem um lance que o atacante reclama por não cruzarem a bola.

Parece que se perderam no caminho, a quantidade de lives no Instagram, vídeos no YouTube e as “chapadas do Nene” tiraram o time do eixo das vitórias. Não dá para negar que o Everton faz falta, mas um time ser tão dependente a esse ponto? Sem contar a fragilidade física do time, pois quanto menos jogam mais cansados eles estão.

Nem tudo são espinhos, há uma lógica para tal atitude: Jogar tudo para os confrontos diretos e “tirar” os rivais diretos da briga. Só que, como diz o ditado:  “Quem brinca com fogo, pode se queimar….”

Se ganhar os dois jogos, tudo estará lindo. Se perder, já era. A postura tem que mudar, aquele velho chavão do nosso futebol que é o “cada jogo é uma final” tem que voltar a aparecer e não ficar só nas palavras pois o fim é logo ali…

 

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