Corinthians grande, sempre altaneiro, eliminou o Flamengo!

Altaneiro: adjetivo que se dá a quem se eleva muito, que permanece em grande altura.
Tirei do hino o adjetivo que melhor descreve esse Corinthians de hoje a noite em Itaquera.
Depois de ter sido massacrado com críticas após jogo de ida contra o Flamengo no Maracanã, em que o time jogou retrancado, com três volantes, e teve o empate em 0x0 muito celebrado, o time alvinegro jogou com imenso apoio da torcida em sua casa e fez um jogo totalmente diferente daquele de duas semanas atrás.
Jair Ventura postou um time mais à frente disposto a buscar o resultado desde o ínicio, e de outro lado, o técnico rubro-negro Maurício Barbieri também montou um time diferente, com Henrique Dourado como homem de referência, buscando jogar no ponto fraco do Corinthians que é a bola aérea.

O Corinthians teve um início melhor, marcando no campo de ataque, pressionando a saída de bola e arriscou algumas finalizações.
O Flamengo naturalmente esperava mais as ações do adversário mas não se intimidava com a pressão da torcida contrária.
A semana cheia de treinamentos de Jair com sua equipe pareceu ter surtido um efeito positivo e a postura de jogar mais no campo de ataque logo no início funcionou.
Aos 13, em jogada ensaiada (coisa rara de se ver em jogos do Corinthians), Jadson recebeu uma bola de lateral, e achou muito bem Danilo Avelar que correu no vazio das costas da zaga flamenguista para completar pro gol de Diego Alves.
Mas sem muito tempo de comemorações pro lado paulista, os cariocas empataram logo depois.
William Arão descolou belo passe diagonal, encontrando Pará livre dentro da área que cruzou pra trás a meia altura, Henrique tentou tirar mas deu de peito pra dentro do próprio gol. Mais uma vez o Corinthians sofria um gol em uma jogada de bola enfiada pelas pontas e cruzamento pra área. Foi assim contra o Colo Colo lá no Chile e aqui em São Paulo.
Daí em diante o jogo ficou bastante pegado no meio de campo, com muitos passes errados e as duas equipes brigando pela posse de bola.

O jogo mudaria de figura apenas no segundo tempo após as mexidas dos técnicos.
E a estrela de Ventura mostrou ser mais forte que a de Barbieri.
Aos 22 da segunda etapa, Pedrinho entrou no lugar do apático e apagado Clayson, e em 38 segundos recebeu uma bola pelo meio, cortou a marcação e bateu de canhota no cantinho. Festa na Arena!!!

O Flamengo foi pra cima, colocou dois homens de frente e pressionou. Meteu uma bola na trave aos 43 que quase calou o estádio inteiro.
Mas a noite era pra ser de Pedrinho! E por que não também de Jair?
O jovem técnico chegou há apenas 20 dias e fez o que pode com o que tem.
Para esse confronto de 180 minutos, fechou a casinha, fortaleceu o sistema defensivo e jogou todas as fichas na vitória em casa, e ela veio na raça.

O Corinthians vai para sua sexta final de Copa do Brasil, tendo vencido 3 das 5 que disputou até então. E vai para mais uma final contra o Cruzeiro de Mano Menezes que foi justamente o técnico campeão pela última vez com o clube alvinegro em 2009.
Aliás, é a segunda final no ano da equipe paulista, mesmo com um elenco notoriamente limitado. É o Corinthians da resiliência.
Mais uma vez, chega para o confronto final tendo equipe inferior, já que o Cruzeiro tem bons resultados no ano, e é uma equipe extremamente bem treinada e entrosada.
Fato é que não dá pra não acreditar mais nesse time corintiano, e torcemos para que tenhamos dois jogos dignos de uma grande final de campeonato!
Diga aí nos comentários o que achou dos jogos das semifinais da Copa do Brasil e dê seu palpite para a grande final!

Saudações alvinegras,

André Marcelino.

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