Chegou a hora de planejar o Galo 2019. O que você mudaria no Planejamento caso fosse o Presidente?

“Os que estão protestando gritarão meu nome quando formos campeões.”
Esse foi o devaneio dito por Sette Camara, atual Presidente do Galo. Sinceramente, não sei a qual título de campeão ele se referia, visto que perdemos a final do Mineiro e fomos eliminados por San Lorenzo (Reserva) e Chapecoense na Sulamericana e Copa do Brasil respectivamente. Já no Brasileirão, amargamos uma sexta colocação e corremos sério risco de vencermos a taça flanelinha, segurando uma vaga na Libertadores para Santos, Cruzeiro e Corinthians que rondam o G6.

O discurso do Presidente e de seu incompetentíssimo diretor de futebol, Alexandre Gallo é o da austeridade, rejuvenescimento e planejamento de longo prazo. E eu como torcedor tão fanático como você leitor é, sinto-me muito preocupado.

Falamos de austeridade financeira, mas temos uma folha de pagamento mensal na faixa dos 9 milhões de reais. A economia burra se dá ao dispensar e economizar nos altos salários de Marcos Rocha, Robinho e Fred, mas pagar salários de jogadores que não agregam tais como Denilson, Patric, Terans… A lista é gigante. Fora os longos contratos de 5 anos feitas por um muito questionado diretor de futebol. O cheiro de mutreta vem de longe.

Se o objetivo é o planejamento de longo prazo, imaginamos oportunidades dadas aos talentos criados nas categorias de base. Mas nossos mais recentes expoentes tais como Tabata, Marquinhos, Marco Tulio, Bruninho, Ruan, etc foram emprestados para Palmeiras, Chapecoense ou negociados com Portugal para abatimento de dívida. Ao invés de valorizarmos nossas crias, damos oportunidades a jovens jogadores de outros clubes, satisfazendo-se apenas em servir de vitrine para Nathan, Leandrinho, Juninho… O cheiro de peixada do diretor de futebol se espalha novamente pelo ar.

E por último, mas não menos importante, a ideia de rejuvenescimento do elenco. Se a reclamação de 2017 era um elenco lento e envelhecido, qual a razão lógica para renovações antecipadas de contratos de jogadores com 39 anos, Ricardo Oliveira e Leonardo Silva. Ah, mas tem gente que afirma “O Léo Silva faz gol todo jogo e é nosso melhor zagueiro. Mito.” Mas o que ninguém entende é a relação custo beneficio de seu alto salário x performance. O nosso zagueiro artilheiro hoje é uma caricatura, lento, amarelado todo jogo. E sua manutenção nos impede de investir pesadamente num zagueiro mais novo pra chegar e ser titular, tal qual fizemos com Rever em 2011 que aqui ficou por quase 5 anos. Também tiveram contratos renovados Victor, Fábio Santos, Patric e em breve Adilson. Todos acima dos 32 anos. No assunto rejuvenescimento eu não sinto nenhum cheiro de trapaça do diretor de futebol, mas apenas sua incapacidade técnica de entender o mercado e contratar.

E juntando o ápice do péssimo planejamento do Galo está a efetivação e manutenção do estagiário ao cargo de treinador principal. Que ele é inteligente, estudioso e com potencial, todos viram. Assim como está claro que sua capacidade atual não condiz com um clube da nossa grandeza. Tenho um sentimento que futuramente será um excelente treinador, mas hoje, está longe de ser quem deveria. Infelizmente queimou etapas e serve apenas como um fantoche de Alexandre Gallo, fracassado ex-treinador.

Thiago Larghi é hoje reflexo da nossa diretoria. Coleciona desculpas esfarrapadas, faz péssima leitura do jogo em andamento, escala muito mal e não conhece o mundo da bola para equilibrar o vestiário, vide as inúmeras reclamações de Luan, Roger Guedes e mais recentemente Tomaz Andrade ao ser substituído. Se tivéssemos um Scolari, Cuca ou Abel no banco, provavelmente não teríamos essa frequência de desrespeito com o treinador. E pra colocar a pá de cal nessa discussão sobre Thiago Larghi, por ser apenas um cumpridor de ordens da diretoria, age com medo e incoerência. Tendo a semana toda para treinar, fato raro no Brasileirão, é o único treinador que não repete escalações. Falta cancha, muito ainda.

Ok, bacana ler esse texto crítico e não ler soluções. Como recém-formado em mais uma especialização em Planejamento Estratégico, vou listar o que faria se caso estivesse no comando do nosso glorioso Galo.

Passo 1: demissão imediata de Alexandre Gallo do cargo. Nosso clube não pode ser panelinha de empresários e de um diretor com índole questionada. Para seu lugar formaria uma comissão na gestão do futebol, formada por um estatístico do futebol especialista em performance (por favor assistam Moneyball, filme com Brad Pitt e entenda o que quero dizer) e um diretor que conduziria negociações e teria bom trânsito no mercado. Gilberto Silva seria esse cara para a direção, evidentemente após acertar suas pendencias trabalhistas com o clube. Belletti também seria uma boa opção. Se o objetivo é ousar, Maxwell ex-PSG.

Passo 2: definição do treinador para 2019. Se com muita sorte o Galo conquistar o G6, a pré-Libertadores começa em fevereiro, precisando, portanto, antecipar o planejamento. Nesse caso, já acertaria em novembro com o novo treinador, para assumir em janeiro, mas que já executasse o planejamento 2019 imediatamente. Dispensas, carências, renovações, etc. Abel Braga seria o nome mais confortável, mas não meu favorito. Quer ousar? Sampaolli, Claudio Ranieri, Andrés Villas Boas.

Passo 3: revisão da politica de austeridade. Jogadores caros trazem retorno em venda de camisas, bilheteria, performance em campo, mídia, patrocínios, etc. Investir corretamente faz parte dessa etapa. Pagamos caro por Pratto, mas ele trouxe retorno em campo e financeiro. Chará parece um acerto. Negociações desse porte só acontecem com ajuda de investidores, e investidores só apostam seu dinheiro em times com potencial de competir. Quando foi a ultima vez que investimos pesado num grande zagueiro? Volante titular? Esse é o ponto. Inchamos nosso elenco com jogadores que não chegam para serem titulares, mas para provar valor. Austeridade é bom só até a página 2.

Passo 4: o maior patrimônio do Galo é a torcida. O Galo é do povo e não esse feudo que se instalou. Tudo é feito as escuras. Se dirigisse o clube, implementaria o padrão de transparência dos clubes portugueses. Assim evita crises criadas pela imprensa e o disse me disse.

Bom, encerro esse texto sonhando com dias melhores. Mas sonhando de olhos abertos, pois se bobear é capaz de acordar com Alexandre Gallo no clube em 2019 e seu brother Wagner Mancini como técnico.

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