Ricardo Oliveira é meu centroavante e gol não faltará.

Lei boa é aquela que funciona e é justa. E se tem uma lei que funciona nesse nosso Brasil é a lei do ex.

Pelo Peixe foram 3 temporadas do Pastor no retorno à Santos, com 71 gols em 140 jogos. Seu ano de 2017 foi bastante inconstante e pouco esteve em campo. Santistas reclamaram que ele esteve constantemente machucado e fora de combate e associavam suas ausências à idade avançada. Mas fato é que suas lesões não foram relacionadas à idade, mas sim a fatalidades: uma pneumonia seguida de caxumba e uma lesão por pancada no tornozelo. De lesão muscular não teve problemas.

Ele gostaria de um novo contrato de 2 anos, sendo que quando retornou ao clube em 2015 veio por modestos R$ 50 mil. Seu desejo de jogar no Santos era tão grande que chegara a aceitar um contrato de 1 salário mínimo, à época R$ 788, mas a diretoria Santista rejeitou um contrato nesses moldes. Sua ideia era cumprir uma revelação que recebera e acreditava estar cumprindo um desígnio divino.

Sorte do Galo que Ricardo Oliveira que cansou de fazer gols e demonstrar profissionalismo pelo Santos não teve contrato renovado e veio pregar e marcar gols pelo Atlético. Se com o novo Presidente Sette Camara ficou claro que a manutenção de Fred por R$ 1,2 milhões mensais era inviável e impossível, o Pastor chegou por menos de 1/3 desse valor e com o mesmo potencial artilheiro e de liderança. Contra o Santos marcou 2 e meteu uma pancada no travessão.

Se o Galo não engrena em 2018 devido às inúmeras trapalhadas na gestão de futebol, podemos dizer que a chegada do Pastor foi o grande acerto da diretoria. Em 38 jogos Ricardo Oliveira marcou 18 gols e é vice artilheiro do Galo no Brasileirão. Além disso, fisicamente o Pastor está voando. Se Fred era o cone inamovível, Ricardo Oliveira arranca e atinge acelerações absurdas de 30,4 KM/H, velocidade que o coloca no top 10 mundial. Percorre em média 10 KM por jogo e mantém incríveis 9% de percentual de gordura.

Hoje o Galo tem o melhor ataque do Brasil com 33 gols. Uma pena que possui a segunda pior defesa com 26 gols sofridos em 18 jogos. Caso o planejamento defensivo tivesse sido correto, poderíamos sonhar com voos mais altos. Para o ano, basta agarrar na esperança de um G4 e torcer muito. Pois se bobear, o Pastor guarda.

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