FOGÃO SOFRE, MAS VENCE

Por Alysson Cardinali

Mesmo sem jogar bem, o Botafogo voltou a vencer, após 43 dias, no Campeonato
Brasileiro. É bem verdade que a competição ficou paralisada durante a Copa do
Mundo, mas o Alvinegro bateu a Chapecoense, por 1 a 0, ontem, no Nilton Santos,
e, após duas derrotas seguidas, fez a alegria da torcida e de Marcos Paquetá, que
saboreou seu primeiro triunfo como técnico da equipe. Marcinho fez o gol que
manteve o Botafogo invicto em casa e o levou para a décima posição.

Bem organizado taticamente, o Botafogo até dominou a Chapecoense, só que,
ansioso demais, finalizou muito pouco — e mal. Com Marcinho de volta à lateral
direta e Gilson improvisado como meia, a melhor chance de gol foi com Matheus
Fernandes, que, aos 16 minutos, recebeu passe de Valencia e chutou rente ao
travessão.

Já o limitado time catarinense, assombrado pelo fantasma do Z-4, priorizava a
marcação e ia ao ataque timidamente — o que talvez explique o fato de ainda não
ter conseguido uma vitória como visitante neste Campeonato Brasileiro. Diante da
postura das duas equipes, os torcedores sofreram com a total falta de criatividade
dos jogadores para criar lances de emoção, em um dos piores jogos da
competição até agora.

“A Chapecoense está conseguindo neutralizar nossa posse de bola por dentro.
Temos que manter a calma para poder finalizar e fazer o gol”, diagnosticou
Matheus Fernandes, no intervalo. O meia foi preciso. Apesar do susto de Igor
Rabello, que, aos 7, recuou mal uma bola para o goleiro Saulo, que teve de se
antecipar a Leandro Pereira para evitar o pior, o Botafogo botou a bola no chão e,
dois minutos depois, balançou a rede.

VAIAS, GOL E APLAUSOS

A jogada do gol da vitória alvinegra começou com um levantamento de Valencia
na área para Kieza ajeitar a bola e Marcinho acertar belo chute, de primeira, no
ângulo de Jandrei — foi o primeiro gol como profissional do até então vaiado
lateral direito, que só não esbravejou contra a torcida porque foi contido por
Kieza — ao ser substituído por Luis Ricardo, ele deixou o campo sob aplausos da
arquibancada.

Fato é que a vantagem no placar serviu para colocar os nervos dos alvinegros no
lugar, enquanto a Chapecoense, meio que no desespero, foi à frente na ânsia de
evitar outra derrota. A postura adversária facilitou a tarefa do Botafogo, que soube
conter as investidas do time catarinense para voltar a somar três pontos — a
última vez fora nos 2 a 0 sobre o Atlético-PR, em 13 de junho, sob o comando de
Alberto Valentim. Adeus jejum.

Crédito da foto: Vitor SilvaSSPressBotafogo.

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