O VAR não é a solução!

Em tempos de tecnologia, siglas intermináveis (VAR, GLT), injustiças, revisões, justiça e Copa do Mundo, afirmo com clareza uma opinião que tinha antes da Copa começar, mas que precisava ter certeza: o VAR (Video Assistant Referee, ou Árbitro Assistente de Vídeo, em tradução livre) não é a solução.

Obviamente, ajuda. Mas não resolve por completo. Um juiz ruim, ou mesmo mal intencionado, é quem tem a palavra final.

Tomemos como exemplo o pênalti, na minha visão bem anulado, em cima do Neymar. O juiz marcou o pênalti. O VAR o chamou, e pediu a revisão do lance. Então, revendo o lance, interpretou que não tinha sido pênalti.

A interpretação do juiz, em lances onde a interpretação é necessária, é quem decide o lance.

Em casos mais claros, de sim ou de não, como por exemplo impedimento, o VAR deve ser soberano. Uma jogada com um jogador comprovadamente impedido deve ser anulada pelo juiz, a não ser que o juiz deliberadamente erre na decisão.

Uma jogada dentro da área, onde muitos poderiam achar que foi pênalti, na revisão do lance o juiz ainda pode afirmar que, em sua interpretação, não houve pênalti. Lógico que há jogadas interpretativas que são claras, e a tendência é o juiz marcar a infração na revisão. Mas o acerto no lance não é garantido, mas é provável.

Em minha visão, erra quem afirma que o VAR é a solução. Ajuda, mas não define. Diminui a probabilidade de erro, mas não garante o acerto. Com esta frase, não sugiro a retirada do VAR. Pelo contrário. Penso que deve ser utilizado. Mas daí a afirmar que é a solução definitiva para os erros de arbitragem, há dois campos de futebol.

Abraços!

Rafael Sugiyama

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Rafael Sugiyama

Palmeirense fanático, analista de sistemas, casado com a mulher mais bonita do mundo, Camila, e pai do Arthur, da Giovanna, da Laura e da Maya, nossa golden. Amante de futebol, irrito muito a esposa com os jogos da série C ou da Copa Verde que gosto de assistir. Gosto de números e escrevo sobre tudo.

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