Estréia abaixo do esperado para o Brasil

A tão aguardada estréia da seleção escalada por Tite finalmente chegou, e com ela toda a expectativa do povo brasileiro em ver em campo um time de corpo e alma totalmente diferente daquela que entrou contra a Alemanha na última partida em copas do mundo.
A vontade de tirar o grito de gol e de alivio da torcida canarinha refletia-se por todo o país. Fazia tempo que eu não sentia uma seleção ser tão abraçada por seus torcedores como essa da campanha de 2018. Mesmo com todas as críticas que Tite e comissão técnica sofreram nas semanas que precederam a estréia na copa, brasileiros e brasileiras saíram às ruas vestindo verde e amarelo, estampando toda a confiança nesta campanha.
Mas em uma copa que mal começou e já “quebrou bolões” como os resultados conquistados por Islândia em um empate heróico contra a favorita Argentina, e a criticadíssima seleção mexicana que venceu a atual campeã mundial Alemanha com direito a 
“olé”, já era de se esperar que a seleção suíça fosse trazer grandes dificuldades para a nossa verde e amarela.

O começo até que foi motivante, com a seleção brasileira mostrando a cara tática imposta por seu comandante, com toques curtos e triangulações, abrimos o placar com um lindo chute colocado de Phillipe Coutinho, que aliás foi o melhor em campo tecnicamente.
No entanto, a partir do gol o Brasil deixou mais evidente o nervosismo pela estréia e a seleção suíça começou a encaixar seu jogo, mas que também pouco produziu em termos ofensivos. Fim de primeiro tempo morno em Rostov.

Mas foi no início do segundo tempo que a Suíça igualou o placar. Após escanteio, Steven Zuber cabeceia sem chances para o goleiro Alisson. Há que se destacar que o jogador suíço faz falta clara, com um empurrão nas costas de Miranda, a fim de levar vantagem no momento do cabeceio. O inovador VAR não foi sequer chamado para revisar a jogada, o que causou muita reclamação do lado brasileiro. Foi o que bastou para que o nervosismo inicial tomasse conta da seleção brasileira. Com atuações apáticas do trio principal de ataque, a seleção brasileira mostrou até certo desespero nos minutos finais da partida. Jogadas de ataque forçadas, desorganização tática e apatia davam o tom da seleção brasileira no segundo tempo. Destaque negativo para o péssimo desempenho do trio de ataque Neymar-Jesus-Willian, em especial ao nosso camisa 10, que parecia estar mais preocupado em chamar atenção com seu visual do que em jogar para o time. Neymar foi muito bem marcado pelo time suíço e preferiu forçar dribles que não levariam a lugar algum do que procurar um companheiro melhor colocado. Pouca inspiração para um jogador em que se deposita tanta fé. Não acho que aqui caiba a desculpa da lesão que o deixou de fora até o inicio junho, já que mostrou melhor futebol nos amistosos pré-copa.

Tite, por sua vez, mexeu no time porém com pouco efeito prático. As entradas de Renato Augusto, Fernandinho e Roberto Firmino, pouco acrescentaram na tentativa de organizar o meio campo, e criar jogadas mais incisivas na frente. Já nos últimos minutos e no abafa, a seleção tentou uma pressão final, entretanto encerrou sua primeira partida na Rússia de maneira frustrante pelo empate, deixando o povo brasileiro com o grito ainda mais entalado na garganta por uma nova vitória em um mundial. Para os mais supersticiosos, a Espanha iniciou sua campanha campeã em 2010 com uma derrota para essa mesma Suíça, mas será que nossa seleção tem o que é preciso para ter o mesmo desfecho de sucesso?

Ficaremos na esperança para as próximas partidas, a primeira delas pela segunda rodada da fase de grupos na sexta-feira às 9h, dia 22, no estádio de Saint-Petersburg frente à seleção da Costa Rica. Mais do que mostrar um bom futebol, espera-se que a seleção brasileira entre com uma postura mais empenhada em busca da vitória, pois os 3 pontos são essenciais para o futuro na competição.

Deixe nos comentários sua opinião sobre a estréia da seleção brasileira!

Abraços.

André Marcelino.

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