A grande final da Copa do Brasil

Num processo que já ocorre há algum tempo, e agora intensificado pelo fato da Libertadores e Copa do Brasil terminarem no segundo semestre, o futebol brasileiro passou a ter seus dias de gala às quartas-feiras, em detrimento do tradicional domingo. Tendo em vista que o principal campeonato nacional é disputado por pontos corridos há catorze anos, e que em boa parte das vezes o campeão foi conhecido bem antes da última rodada, com muitos times levando o campeonato praticamente de ponta a ponta, as finais de Copa do Brasil e Libertadores trazem à tona mais emoção e mais incerteza. Há futebol para todos os gostos.

Mosaico da torcida do Flamengo (reprodução Fox Sports)

E nesta quinta-feira de feriado nacional, a emoção teve hora e lugar. Maracanã lotado com mais de 66 mil pessoas, 21h45, na primeira partida da final da Copa do Brasil entre Flamengo e Cruzeiro.

As formações iniciais

O rubro-negro entrou em campo num 4-1-4-1 com Thiago; Rodinei, Rever, Juan e Pará; Marcio Araújo, Berrío, Arão, Diego e Everton no meio campo, com o menino Paquetá no comando de ataque, no lugar do suspenso Guerrero. Já a Raposa iniciou no 4-4-2, com marcação em duas linhas de quatro que jogavam à frente de Fábio – Ezequiel, Léo, Murilo e Diogo Barbosa na primeira, e Robinho, Henrique, Hudson e Alisson na segunda, com Thiago Neves e Rafael Sóbis como dupla de ataque com mais liberdade para criar e puxar os contragolpes.

Primeiro tempo equilibrado

O Cruzeiro iniciou a partida tomando a iniciativa, com mais posse de bola, com Thiago Neves sendo apoiado por Alisson pela esquerda e o Sóbis centralizado no comando de ataque. Apesar de nenhuma chegada perigosa, o time mineiro conseguia circular a bola e evitar que a equipe carioca sufocasse e se lançasse à frente com o apoio de um Maraca lotado. Mesmo pela televisão era nítido o apoio e o grito da torcida que não silenciou em nenhum momento e botava pressão na arbitragem.

Após os quinze minutos iniciais, o Flamengo conseguiu ter mais a bola e apertou pelo lado direito com a velocidade de Berrío e as infiltrações de Willian Arão que teve duas boas chances de gol, primeiro num desvio de cabeça após lançamento de Diego que Fábio defendeu sem maiores dificuldades e depois novamente numa cabeçada que Fábio espalmou e Ezequial jogou para escanteio.

Apenas doze faltas e bom tempo de bola rolando, o que chega a ser surpreendente numa final. O fato do critério de gol fora como desempate não valer para a decisão favorece o espetáculo e a ofensividade das equipes. Aos 47 minutos o juiz encerrou um primeiro tempo bastante equilibrado.

Segunda etapa

O segundo tempo começou com o Flamengo continuando as tentativas de articular as jogadas pela direita e o Cruzeiro apostando no contra ataque. Aos doze minutos, numa escapada pela esquerda, o time mineiro quase chegou ao gol, com Alisson completando cruzamento baixo e o goleiro Thiago espalmando para escanteio.

Mudanças nos dois times

Antes da cobrança, Mano Menezes substitui o amarelado Sóbis (suspenso da segunda partida) pelo menino Raniel. O posicionamento da equipe não se alterou.

No minuto seguinte, Rueda tirou Rodinei e colocou Vinícius Junior. Com a mudança, Pará voltou para a lateral direita com Everton passando para a outra lateral, e o garoto Vinícius ocupando a ponta esquerda.

Cinco minutos depois, Arão chega sozinho para abrir o placar, mas Léo salva jogando pra escanteio.

Jogo mais aberto

Aos 21 minutos, mais uma troca na equipe da casa, com Cuellar entrando no lugar de Marcio Araujo. O Flamengo pressiona e o Cruzeiro não adianta a marcação, recuando as duas linhas à frente da área.

Aos 26 minutos, Berrio cruza rasteiro e Fábio defende, a bola volta para o colombiano que rola para Willian Arão finalizar para mais uma boa e segura defesa do goleiro de azul.

Mais dois minutos se passam e Mano Menezes troca Alisson por Rafinha que também entra aberto pela esquerda, na tentativa de conter as subidas de Pará que se manda para o ataque.

Resultado de imagem para paqueta flamengoO Flamengo abre o placar

A pressão flamenguista deu resultado aos trinta minutos. Após coNum bate e rebate na área, Willian Arão desvia de peito o chute de Réver, o goleiro Fábio faz milagre, mas na sobra, Paquetá, impedido completa para o gol. Um lance muito rápido, mas arbitragem valida erroneamente o gol ilegal.

Últimas mexidas

Aos trinta e quatro minutos, De Arrascaeta vai a campo no lugar de Thiago Neves. Rueda responde com Gabriel no lugar do emocionado Paquetá, autor do gol.

Cruzeiro empata na falha de Thiago

Aos trinta e oito minutos, no único ataque do time visitante até então no segundo tempo, Hudson finaliza de fora, Thiago cai na bola, mas bate roupa e De Arrascaeta sai de trás da zaga para completar com tranquilidade e empatar o placar.

Festa azul

Do momento do gol de empate em diante, só se ouve a torcida mineira no Maracanã que consegue abafar a torcida rubro-negra que não esperava o empate. No último lance do jogo, contra ataque do Cruzeiro após falta cobrada na área por Diego, que termina com chute para fora de Rafinha. A torcida cruzeirense grita que “o Maraca é nosso” e o juiz apita o final da partida.

Tudo aberto

O Flamengo teve mais posse de bola e pressionou mais, abriu o placar num lance irregular, mas tomou um gol em falha de seu goleiro. O Cruzeiro jogou como sempre jogam as equipes de Mano Menezes, com pouca proposição de jogo e boa capacidade de reação e contra ataques.

No final, um bom jogo, com poucas faltas e bastante tempo de bola rolando em que o placar de 1 a 1 satisfez mais o time mineiro que foi ao Rio de Janeiro para não perder e por isso tem ligeiro favoritismo para ficar com a taça daqui vinte dias no Mineirão.

Em Minas Gerais o Cruzeiro terá que sair mais para o jogo e o Flamengo deve apostar na velocidade de Berrío. Mais uma noite de quarta-feira que promete!

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Um comentário em “A grande final da Copa do Brasil

  • 8 de setembro de 2017 em 13:04
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    Pelo bem do futebol, o flamengo deve ganhar pois um time que tem o empresário Mano Menezes sentado no banco de reservas não pode ganhar nada no futebol….

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